A Equipe Big iD fez uma série de perguntas para todas as bandas participantes do 1º Demo(n) Fest. Eles nos responderam, e a partir de hoje mostraremos a vocês o que as bandas dizem sobre sua história, planos e, claro, suas expectativas para o Fest.
Hoje, você vê o que tem a dizer a banda D.K.R.! O porta-voz da vez da banda foi Paulo Gadioli, guitarrista.
O começo de tudo:
A banda começou em 2007, se eu não me engano. No começo, éramos 5, mas, como um de nossos amigos se converteu ao cristianismo, os obrigamos a deixar a banda. Não, brincadeira, sempre quis ter alguma história assim pra contar, tipo aqueles testemunhos de igreja, mas a verdade é que o antigo baixista é ainda grande amigo nosso, só acabou não dando certo. Foi ele, inclusive, que desenhou nosso logo. E o começo foi como o de qualquer banda, difícil. Ensaiando pra pegar o ritmo, tocando uns covers de bandas como Ratos de Porão e Suicidal Tendencies, até que a gente começou a fazer uns sons próprios. Aí a coisa começou a andar.
A formação do D.K.R.
Todos nos conhecemos através dessa maravilha chamada escola. Eu e o Marco estudávamos juntos desde a quinta série, e, no colégio, conhecemos o Guilherme e o Gabriel. Já somos amigos há bastante tempo, mas a idéia de montar uma banda pra tocar crossover veio depois de um tempo. Como a banda é formada por quatro guitarristas, acabou cada um sendo jogado pra um canto. O Guilherme já cantava na banda de Thrash que ele tinha comigo, o Persecution, então acabou ficando com o microfone. O Marco se deu bem nas quatro cordas, já que ele ficava mais livre pra dar os pulos e as coisas doidas que ele gosta de fazer durante o show. Já o Gabriel foi o caso engraçado. Do nada o bixo começou a tocar bateria bem, surpreendendo a todos. E aí acabou sobrando a guitarra pra mim.
Na estrada, histórias engraçadas
Por mantermos esse clima descontraído, vira e mexe acaba acontecendo alguma coisa bizarra em show. Quando tocamos em São Caetano, por exemplo, estávamos lá, todos compenetrados na música, quando, de repente, eu olho pra trás e vejo a baqueta escapando por entre os dedos do Gabriel, voando pra muito longe. O lugar era alto, então acabou caindo na rua, onde nem dava pra ver, e ele continuou lá, como se nada estivesse acontecendo, batendo na caixa com a mão até arranjar outra baqueta. Poucas pessoas perceberam, mas na hora foi engraçado.
O processo criativo da banda
Geralmente, cada um faz seus riffs, mostra pro resto do pessoal e, no ensaio, a gente aprimora eles, muda o que acha que deve mudar. Não tivemos grandes problemas até hoje, já que ninguém na banda tem aquela síndrome-Dave-Mustaine.
Do que o D.K.R. fala? Por quê?
Desde o começo, optamos por falar de qualquer coisa que passasse pela nossa cabeça. Tentamos fugir um pouco do lugar comum, mas acabamos sempre indo pra um lado diferente, numa temática mais “nerd”. Filmes, livros, política, um dia ruim, desastres na Etiópia, não temos uma linha temática muito limitada. Surgiu a idéia a gente coloca.
As expectativas da banda para o futuro do metal nacional e sua opinião sobre os produtores, atualmente.
A gente é relativamente novo, mas já roda nesse meio faz um tempinho. Acompanhando shows de bandas undergrounds e, depois, tocando nesses shows, a gente vê o extremo despreparo com o qual alguns organizadores lidam seus shows. O Brasil é uma coisa linda de se ver no que diz respeito a metal, hardcore, ou qualquer outro barulho desse tipo. Bandas como Violator, Discarga, Hate Your Fate, Nucleador, são de fazer inveja pra qualquer gringo. Por esse motivo é triste ver o descaso que alguns organizadores tratam a parada toda aqui. Mas claro que não são todos, muitos batalham pra que continue existindo essa cena, com bandas boas tocando quase toda semana.
E o futuro da banda?
Nós lançamos uma demo há um tempo considerável, e temos músicas novas já para lançamento de um futuro split. Ainda é surpresa com qual banda será. Já que são milhões de fãs desesperados que temos, vamos manter esse segredo trancado a sete chaves. Mas uma dica já posso dar: não, infelizmente não é com a banda Restart. Sonho do Gabriel.
Sobre o famoso “pagar pra tocar”
Essa é uma prática infelizmente comum. O grande problema é que, como em qualquer outro caso, a prática gera uma ocorrência cada vez maior do acontecimento. Por exemplo, se uma determinada banda aceita pagar X pra abrir show da banda Y, porque os organizadores vão procurar bandas maiores, mas que eles tenham que desembolsar mais grana ainda pra trazer? Tem o exemplo do Social Chaos, que, quando o Extreme Noise Terror veio pra cá esse ano, os caras pediram pro Social Chaos abrir o show deles. Isso sim é uma coisa animal, conquistar o respeito e seu lugar junto com outras bandas, sejam elas do tamanho que forem. Mas, cada um sabe o seu próprio caminho.
O que estão esperando do Demo(n) Fest?
Estamos muito ansiosos pro festival. A organização, meses antes, já torna tudo mais legal e organizado, além de ser algo que muito raramente acontece no Brasil. São todas bandas muito bacanas que a gente vai ter o prazer de tocar junto pela primeira vez, e, quando acontece em um nível de organização assim, o prazer é ainda maior.
Um recado pra galera que vai estar presente no Fest:
Rapaziada, compareçam a esse show. Por mais que você não goste das bandas, ache a gente feio demais ou algo do tipo, se você gosta e sabe como é difícil manter uma banda dessa barulheira que a gente tanto gosta, o mínimo possível é dar apoio a uma organização tão bacana quanto essa. Se o pessoal ver que dá retorno, a tendência é melhorar cada vez mais. Então é isso, colem lá, levem suas pranchas e suas bandanas, que o resto a gente dá um jeito.
Valeu, Paulo!
Logo mais, aqui no blog, mais entrevistas e os perfis das bandas Cursed Slaughter e Bandanos!
[...] ar: entrevista com o D.K.R. : http://demonfest.wordpress.com/2010/08/18/entrevista-d-k-r/ 1 week ago As [...]