Hoje você confere aqui no blog a entrevista da banda Madhouser. O perfil você já viu aqui. O que a banda tem a dizer você vê agora! Quem falou para o Demo(n) Blog foi o guitarrista Douglas.
Douglas, como começou a história do Madhouser?
Bom, em primeiro lugar gostaríamos de agradecer o convite para participar do evento, é sempre muito legal tocar em São Paulo, ainda mais quando se trata de um evento tão maneiro quanto esse promete ser! O Madhouser existe já há um tempo, aproximadamente uns 5 anos. No início a banda se chamava apenas “Madhouse” e fazia apenas um tributo ao Anthrax, porém com o passar dos anos a banda decidiu que começaria a fazer músicas próprias e, após um período de muitos ensaios e composição foi gravada no ano de 2008 a primeira demo chamada “Mind Your own Business”. Após a gravação, a banda passou a se chamar “Madhouser” e desde então foram feitos muitos shows por São Paulo e também pelo interior.
Como foi a formação da banda?
Bem, o Rui (baterista) e o Marrom (guitarrista) já são amigos há aproximadamente 15 anos, e desde o início de sua amizade já tocavam juntos covers de Iron Maiden, Metallica e etc. Por volta de 1997 ou 1998 conheceram o meu irmão(Julio, o vocalista) e desde então começaram a tocar juntos por aproximadamente uns 2 anos. Até que a banda acabou. Foi quando em 2005 o pessoal resolveu se reunir de novo, daí surgiu o Madhouse, que na época contava com o Betão na guitarra e o Helcio no baixo, que ficou mais uns 2 anos… Até que o Helcio saiu da banda e eu entrei no lugar dele como baixista (apesar de ser guitarrista), e em 2009 o Betão teve que sair por motivos pessoais e convidamos o Rocha, um camarada da banda, para entrar no seu lugar. Rocha é baixista, sendo assim, passei para a guitarra e o Rocha assumiu o baixo.
Alguma história engraçada da banda, na estrada?
Tem várias, mas uma em especial que me marcou muito foi na época do tributo ao Anthrax, em que a banda foi se apresentar em Santo André, no ABC, em 2006… Eu ainda nem tocava com os caras, colei no rolê junto, e o Marrom saiu direto do bar que estávamos aqui na Vila Carrão para ir pro show tão feliz que esquecemos que tinha que levar a guitarra. Só demos conta disso a hora em que já estávamos em Santo André! A sorte foi que um camarada foi com a gente e a guitarra reserva do Marrom estava no carro dele, se não ele tava ferrado (risos). Teve também a vez em que fomos para Maringá e em uma das muitas paradas que a van deu até chegar lá o Betão conseguiu a façanha de vender uma demo nossa e uma camisa para um desses frentistas de estradas, foi inacreditável! O frentista devia ter uns 15 anos. A gente voltou pra estrada e o frentista ficou lá curtindo nossa demo, mó doidera!
Como funciona o processo criativo da banda?
Digamos que assim… Primeiro de tudo são criados os riffs de guitarra, depois o Rui põe a batera, passamos a idéia para o Julio que faz a letra o Rocha põe o baixo e já era… Não tem muito segredo. Somos pedreiros, não somos formados em música, por isso nossas composições geralmente são bem simples.
Sobre os temas abordados pelo Madhouser:
Bom, as letras são escritas pelo Julio, meu irmão. Não tem um motivo em especial nem um direcionamento específico, ele apenas procura refletir em nossas letras aquilo que vivemos no dia-a-dia sem precisar abordar temas fictícios, ou seja, não tem um motivo exato… As letras do Madhouser normalmente abordam temas variados sem um tipo de regra a ser seguida ou qualquer direcionamento pessoal…
Quais as expectativas da banda com relação ao metal nacional e o que pensam sobre os produtores de hoje:
Bom, para ser sincero nunca sentamos e trocamos essa idéia, os 5 juntos… mas enfim, levando em conta o número de bandas talentosas que temos na cena hoje, o grande numero de zines, sites, blog, revistas que temos, acredito que se for mantido esse ritmo e o pessoal se unir mais com certeza teremos um futuro bem promissor. Com relação aos produtores, com certeza são importantes, pois afinal na maioria das vezes por trás de um grande evento sempre existem pessoas que administram com seriedade e prestam todo o suporte necessário para as bandas poderem apresentar o seu trabalho, como exemplo eu cito a Cris, de Salto, que organiza o MFA (Metal for all). Todas as bandas que tocam nos seus eventos não tem do que reclamar.
Sobre o futuro da banda:
Então… Temos algumas músicas novas já prontas, que são apresentadas ao vivo, e tanto eu quanto o Marrom temos alguns riffs gravados e algumas ideias já prontas, que em breve deverão ser repassadas para a banda. O plano é gravar de novo, não sabemos ao certo o que iremos gravar, se será uma demo de novo, um ep ou até mesmo um debut. Vamos ver o que acontece. Sobre shows, não ficamos criando expectativas. Quando nos convidam e o evento é bacana e está dentro da disponibilidade de todos da banda, estamos dentro, já era.
Sobre bandas que pagam para abrir para bandas maiores:
Bom, esse assunto é meio delicado, pois por um lado há pessoas que se beneficiam das bandas, isso é óbvio mas, por outro lado, querendo ou não, as bandas acabam tendo um retorno dependendo do caso, pois é dificil para as bandas underground terem oportunidades em grandes eventos do mainstream. Na minha opinião, se a banda é boa e abre, por exemplo, um show do Iron Maiden, com certeza ela terá um retorno fabuloso… Ou seja, é um investimento que vale a pena, se pensar, pois ali estará voltada toda a midia e um grande publico deve começar a se interessar pela banda. Agora, por um lado, vender ingressos para se tocar em shows comuns do tipo mais simples realmente é lamentável. Mas enfim, é apenas uma opinião pessoal minha. Provavelmente o resto da banda deve ter um pensamento diferente do meu, nunca passamos por uma situação assim. Se um dia acontecer, não sei o que vai acontecer, mas dependendo do esquema, se for muito grande, com certeza vale a pena analisar.
Quais as expectativas para o Demo(n) Fest?
Com certeza será um grande evento, por toda a divulgação que está tendo. Esperamos fazer uma grande apresentação, e que todas as bandas também mandem muito bem! Será bem legal dividir o palco com o Bandanos, que anda se destacando bastante na cena pelo país e mundo afora, e também as outras bandas que, pelo o que eu pude conferir em seus Myspaces, fazem sons matadores.
Deixe um recado pro público que estará no Demo(n) Fest!
“Votem no tiririca pior que ta num fica” (risos). Eleições a parte, espero que todo mundo que colar no Seven Beer sábado curta bastante o rolê, afinal, as bandas estarão lá para dar o melhor de si, e com certeza proporcionar a todos momentos de diversão e euforia! Espero ver toda a galera do thrash e do crossover lá sábado curtindo com as bandas!Valeu!
Valeu, Douglas!
Ainda essa semana, antes do Fest, entrevistas com o Cursed Slaughter e Bandanos!